Programação ANPUH-MA 2018

Programação ANPUH-MA 2018

 

03/07 04/07 05/07 06/07
08:00 – 10:00 Credenciamento 8:00-18:00 Minicurso Minicurso Minicurso
10:15 – 12:15   Credenciamento 8:00-18:00 Mesa Redonda (1) Mesa Redonda (4) Mesa Redonda (7)
14:00 – 15:30 Reunião dos Grupos de Trabalho / Credenciamento 8:00-18:00
14:00 – 17:00 Simpósios Temáticos Simpósios Temáticos Simpósios Temáticos
16:00 – 17:30 Reunião das Pós-graduações em História do Maranhão / Credenciamento 8:00-18:00
17:15 – 19:15 Credenciamento 8:00-18:00
17:30 -19:30 Credenciamento 8:00-18:00 Mesa Redonda (2) Mesa Redonda (5) Conferência de encerramento
18:30 Abertura do evento

Em seguida exibição do documentário: “QUEM PASSOU PRIMEIRO FOI SÃO BENEDITO” (duração 15″)

19:30 – 21:30 Exposição dos Banners / Lançamento de Livros
20:00 – 22:00  Conferência de abertura. Mesa Redonda (3) Mesa Redonda (6)

 

Conferência de abertura: N’oublions jamais la lutte de classe”: 1968 visto hoje sob a ótica da luta de classes

03/07/2018

20:00-22:00 horas

Ministrante: Prof. Dr. Marcelo Badaró Mattos (UFF)

“Nunca esqueça a luta de classes” era um dos grafites mais comuns nos muros de Paris em maio de 1968. Luta de classes que emergia na revolta estudantil em defesa de uma universidade que efetivamente se adequasse à classe trabalhadora e a seus filhos, assim como na crítica ao conservadorismo social e, particularmente, na maior onda de greves da França no pós-guerra; processos que combinados criaram uma situação de extrema instabilidade política e a expectativa de uma revolução social que, afinal, não se concretizou, mas esteve na ordem do dia. No Brasil da ditadura militar, 1968 também assistiu a greves (muito mais circunscritas) e rebeliões estudantis, movimentos duramente reprimidos por um regime ditatorial que encerraria o ano com a decretação do AI-5 e o aprofundamento do caminho autocrático. Cinquenta anos depois, a memória dominante sobre o maio de 68 francês é a de um movimento romântico, juvenil, restrito à crítica dos costumes e anacrônico aos olhos de hoje. Há mesmo quem tenha tentado enterrar os episódios daquela quadra histórica. Nicolas Sarkozy, eleito presidente da França em 2007 ameaçou “liquidar a herança de 68” e até mesmo Daniel Cohn-Bendit, que foi a face mais fotografada da rebelião, em 2008, publicou um livro em francês, com o título sintomaticamente em inglês: Forget 68. No Brasil, vivemos o avanço de propostas conservadoras que alimentam e se alimentam de uma memória edulcorada da ditadura, quando não valorizam seu aspecto mais brutal, celebrando torturadores e propagandeando a necessidade de uma nova “intervenção militar”. Disputas pela memória estão sempre relacionadas às lutas pelos rumos da história que vivemos hoje e pelos projetos de futuro. Esquecer 68, ou domesticar sua memória, é uma necessidade para aqueles que se posicionam de um determinado lado das lutas de classe de hoje. Quando os estudantes voltam, 50 anos depois, a enfrentar a polícia e ocupar as universidades francesas, clamando contra as reformas neoliberalizantes do ensino superior, e os trabalhadores da França constroem greves e manifestações de massa para resistir às reformas da legislação laboral que retiram direitos e precarizam ainda mais o mercado de trabalho, os mesmos que queriam apagar 68 da memória coletiva se alinham para combater as lutas sociais do presente. Seu lado foi e continua sendo o da contrarrevolução.

Conferência Encerramento: O feminismo nos muros de 1968

06/07/2018

17:30-19:30 horas

Ministrante: Prof.ª Dr.ª Joana Maria Pedro (UFSC)

Há uma narrativa a respeito de 1968 que costuma tornar invisível o movimento de mulheres. Costuma-se dizer que foram os acontecimentos de 1968 que promoveram o feminismo de segunda onda. Não é o que a pesquisa tem mostrado. Muito antes desta data já havia atuação em grupos de consciência e em atividades políticas as mais diversas. Muitas palavras de ordem foram divulgadas e algumas passaram a ser inscritas em muros e em diferentes suportes nas manifestações. Esta prática de palavras de ordem escritas nos muros tem sido retomada em países do Cone Sul no século XXI, especialmente na Bolívia. Mostrar as palavras de ordem de 1968 e trazer as do século XXI é o que se pretende nesta conferência.

Mesa Redonda 1: Estados de Exceção: Economia e Política

04/07/2018 – Auditório do IFMA

10:15 – 12:15 horas

 

O ESTADO DA EXCEÇÃO NO BRASIL ATUAL: JUDICIALIZAÇÃO POLÍTICA E ANOMIA SOCIOECONÔMICA

Prof. Dr.  Victor de O. P. Coelho (CCHNST/UFMA)

O objetivo será analisar uma articulação entre a judicialização da política e uma anomia crescente na economia, na forma de precarização do trabalho. Apontaremos, de um lado, um prestígio crescente de teses autoritárias no campo do Direito que incidem sobre o político e o social, configurando um cenário de polarização ideológica; de outro, uma dimensão estrutural de manutenção e produção de desigualdades nas políticas econômicas e para a qual vem contribuindo, em boa parte, a atuação do judiciário.

“DA CRISE AO GOLPE, DO GOLPE À CRISE: SOBRESSALTOS À ORDEM SOCIAL NA PERIFERIA DO CAPITALISMO”.

Prof. Dr. Luiz Eduardo Simões de Souza (UFMA)

Vivemos uma conjuntura de excepcionalidade na periferia do Capitalismo. Após um breve período de quinze anos de relativa autonomia e força no desenvolvimento social e econômico, uma rodada de mudanças bruscas e tumultuadas no jogo democrático doméstico da periferia lançou muitos países na excepcionalidade política e institucional, ambiente no qual está se retrocedendo em uma série de avanços e conquistas da economia e sociedade dos países periféricos, e da qual não se tem expectativa de saída até o momento. Esta apresentação propõe um exame, em termos estilizados e estruturais, do processo pelo qual se constrói essa excepcionalidade, e dos elementos que a motivam no presente contexto.

O TERRITÓRIO DO ESTADO NAÇÃO FRENTE ÀS ORGANIZAÇÕES SUPRANACIONAIS NO SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL. 

Prof.ª Dr.ª Maria de Fátima Silva do Carmo Previdelli (UFMA)

Na atual estrutura de globalização e fortalecimento das organizações supranacionais (OS), como o Estado Nação(EN) se posiciona? Prevalece a cooperação por interesses comuns das elites nacionais com a acumulação de capital acelerada pelo ambiente controlado pelas OS ou há antagonismo ? Como essa relação de poder entre as duas instâncias  pode estar relacionado à instabilidade politica recente em diversos países subdesenvolvidos? A proposta dessa apresentação é refletir sobre as questões apresentadas à luz das diferentes correntes de pensamento contemporâneo sobre as Relações Econômicas Internacionais.

Mesa Redonda (2): Cultura, Patrimônio e Turismo

04/07/2017 – Auditório do IFMA

17:30-19:30

O MUSEU AFRO DIGITAL DO MARANHÃO: POLÍTICA PATRIMONIAL E VISIBILIDADE CULTURAL.

Prof. Dr. Thiago Lima dos Santos (COLUN)

O Museu Afro Digital do Maranhão foi criado em 2011, vinculado ao Projeto Arquivo e Museu Digital da Memória Negra e Africana no Brasil, financiado com recursos do Programa Pró-Cultura da Capes. A iniciativa envolveu pesquisadores da Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal do Maranhão e Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Essa articulação de universidades e pesquisadores gerou um campo bastante rico de discussões, avanços e também identificação de alguns obstáculos para que as iniciativas dos museus funcionassem da forma esperada. Nesta fala, tentaremos elencar esse itinerário dando ênfase nas diversas possibilidades que os museus virtuais abrem para o debate sobre a preservação patrimonial e as políticas de visibilidade das populações afrodescendentes.

MUSEU AFRODIGITAL DA UFMA COMO INSTRUMENTO METODOLÓGICO: UMA EXPERIÊNCIA EM ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO MÉDIO DO MARANHÃO

Ma. Reinilda de Oliveira Santos (MADMA)

O museu afrodigital do Maranhão, fundado em 2012, respaldado pela Lei 10.639/03, que tornou obrigatória a inclusão da história e da cultura afro-brasileira nos currículos da educação básica, desenvolve atividade em algumas escolas públicas de ensino médio do Estado do Maranhão com o objetivo de ampliar a atuação do MAD/MA e destacar sua importância como ferramenta metodológica. Essa atividade de campo é uma experiência acompanhada de reflexão teórica e saber sistematizado sobre o museu como um instrumento de metodologia de transmissão de conhecimento, saberes e ensino. O acervo do MAD/MA valoriza elementos das culturas africanas que contribuem na formação cultural afro-brasileira e na construção de um ideal de identidade nacional, por isso, é uma ferramenta de auxílio para utilizar em diversas práticas pedagógicas, visando valorizar a cultura afro-brasileira, combater o racismo e problematizar questões étnico-raciais postas para a construção da cidadania no Brasil.

CULTURA, PATRIMÔNIO E TURISMO EM ALCÂNTARA

Nailton Carneiro (Liderança Comunitária)

 Nailton Lobato Carneiro tem sua origem na cidade de Alcântara, foi secretário de turismo e professor do Ifma, atualmente é músico, guia de turismo e empreendedor local. Ele fará um relato de experiência como uma pessoa da comunidade dando suas contribuições sobre a importância da cultura e do patrimônio de Alcântara e suas interfaces com turismo. Numa perspectiva de valorização da cultura e do patrimônio tendo em vista um olhar da comunidade perante as questões atuais do turismo considerando as tradições, fazeres e saberes locais.

Mesa Redonda (3): 1968: Cultura, arte e política

 

04/07/2018 – Auditório do IFMA

20:00 – 22:00 horas

AUTONOMIA E ENGAJAMENTO NO CAMPO LITERÁRIO: SOBRE AS POSIÇÕES DE J.P. SARTRE E MAURICE BLANCHOT

 

 

Prof.ª Dr.ª Aline Magalhães Pinto (UFMG)

Tão certo quanto dizer que 1968 é o ano que não acabou, é afirmar que ele, tampouco, começou em 1968. Gostaríamos de tratar, justamente, do período que vai da Libertação da França no final da Segunda Guerra ao final dos anos 1960 e que serve de preâmbulo para as mudanças culturais que se colocarão em marcha no maio francês. Mais especificamente, trataremos do campo literário, na medida em que a literatura toca, no seu modo de existência, às esferas do econômico, do político e do social. Interrogar-se sobre as condições de possibilidade da literatura para toda a intelligentsia da época, significou pensar o futuro da arte literária e consequentemente do mundo em que ela se oferece. A possibilidade da literatura tocava profundamente a questão política sobre futuro da cultura, da nação, da França. Isto porque a existência do mundo (como formação cultural europeia) e a existência da literatura dentro deste mundo estavam, de fato, em questão. A reflexão sobre a literatura a partir nos anos 1940, implica em explorar e dotar de sentido a forma e a força cáustica, volátil e volatizante do discurso literário, projetando o entendimento dessa força em um mundo desestabilizado o que levará aos poucos ao refluxo do engajamento literário. A demanda intelectual deste momento pode ser apontada pelas questões-título dos livros de dois intelectuais que elegem a literatura como espaço privilegiado do pensar: Maurice Blanchot Comment la littérature est-elle possible? e
J-P Sartre em Qu’est-ce que la littérature? À posição desses autores, – personagens do Maio de 68, cada um a seu modo-, dedicaremos nossa atenção.

A AVENTURA DE FAZER ARTE SOB A SUFOCAÇÃO GERAL DO AI-5

Prof. Dr. Edwar de Alencar Castelo Branco (UFPI)

A discussão visa, basicamente, pensar sobre como a arte e os artistas brasileiros conviveram com a sufocação geral que pairou sobre o Brasil e, bem como, sobre os brasileiros a partir do golpe militar de 1964. Com o benefício de textos e de letras de músicas, assim como de filmes, se argumentará sobre como a ditadura militar impactou sobre uma geração de artistas brasileiros, notadamente em face do recrudescimento observado em 1968.

BRASIL 1968: GUITARRAS ELÉTRICAS, TROPICÁLIA E BAIÃO

Prof. Dr. Jonas Rodrigues de Moraes (UFMA)

A presente mesa redonda propõe discutir e analisar o “Brasil de 1968: Tropicália e baião”. Cabe ressaltar que em um ano anterior ocorreu as manifestações contra as guitarras elétricas – esse evento causou frisson por todo o final da década de 1960 –, Tropicália e baião. Pretendemos trilhar nessa discussão pelo viés da categoria romantismo revolucionário, História cultural, entre outros conceitos teóricos. Articularemos as análises em dois artistas integrantes da Tropicália: Gilberto Gil (1942) e Torquato Neto (1944-1972). Palavras chaves: Brasil 1968, Guitarras Elétricas, Tropicália e Baião.

Mesa Redonda (4): Religião, devoção e política 

05/07/2018 – Auditório do IFMA

10:15-12:15

CATOLICISMO POPULAR, RELAÇÕES DE GÊNERO E HIBRIDISMO NA ROMARIA DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS DE CANINDÉ.

Prof.ª Dr.ª Márcia Milena Galdez Ferreira (UEMA)

O maior santuário franciscano da América Latina, localizado em Caninde-CE, recebe cerca de 1,5 milhões de devotos, especialmente dos estados do Norte e Nordeste na contemporaneidade. Proponho abordar a religiosidade de romeiros (as), sinalizando a presença de devotos de múltiplas vertentes religiosas que reinventam o Santo e a devoção através de narrativas e imagens, numa interface entre  História e Etnografia . O trabalho de campo com grupos de romeiros residentes no Maranhão  e a História Oral são os métodos empregados para  interpretar traços do fenômeno  religioso que trata o Santo Milagroso como exemplo e obreiro.

RELIGIÃO, DEVOÇÃO E POLÍTICA

Prof. Dr. Lyndon de Araújo Santos (UFMA)

O cenário atual – latino-americano, brasileiro e maranhense – exige a reflexão acerca das relações entre as esferas, as experiências, os discursos e  as práticas religiosas, desde as instituições, os sujeitos e as crenças.  As incidências de violências e de intolerâncias nas esferas da religião e da política são ações que permeiam este mesmo cenário. Assim, esta mesa redonda apresentará reflexões – também teóricas e metodológicas – a partir das pesquisas de seus componentes, avançando nas abordagens do complexo campo religioso em suas homologias com o político. O religioso imbrica-se ao político em fronteiras que se entrecruzam e em empréstimos recíprocos quanto ao capital simbólico e cultural, tendo as devoções como práticas que se reinventam conforme a dinâmica social e histórica.

AS REDES TRANSNACIONAIS CATÓLICAS E A CIRCULAÇÃO DE PADRES DIOCESANOS

Prof. Dr. Wheriston Silva Neris (UFMA)

O trabalho explora o fenômeno das redefinições do exercício das funções sacerdotais no Brasil pelo ângulo das reconfigurações do espaço católico em nível mundial a partir dos anos 1960. Com base no exame das modalidades de circulação internacional de clérigos diocesanos, analisam-se as reconfigurações das malhas transnacionais católicas, com destaque à promoção de novas formas de intercâmbio de ideias, práticas e trocas culturais entre Norte e Sul. Por fim, distinguem-se duas configurações institucionais e missionárias nas quais se deu o ingresso e engajamento daqueles missionários estrangeiros no Maranhão.

Mesa Redonda (5): Maranhão ocidental: uma História a ser escrita

05/07/2018 – Auditório do IFMA

17:30-19:30 horas

UM OLHAR SOBRE AS FONTES PARA A ESCRITA DA HISTÓRIA DO 
MARANHÃO OCIDENTAL

Prof. Dr. César Augusto Castro (UFMA)

Discutem-se as fontes históricas que contribuem para a escrita da história da baixada maranhense. Dividimos essas fontes em duas modalidades: as que tinham o objetivo de divulgar o cotidiano das cidades e da região, como a imprensa periódica e; as que oportunizam a compreensão do modo como às pessoas se agrupavam para formar o sentimento de pertença de ser baixadeiro.

ENTRE A VIDA E A MORTE: A EDUCAÇÃO E A ARTE NO MARANHÃO OCIDENTAL.

Prof. Dr. Dimas dos Reis Ribeiro (UFMA)

Compartilhar as pesquisas realizadas e em andamento no Maranhão Ocidental, considerando os dados educacionais e a arte cemiterial. Resultados dos Grupos de Pesquisa CNPQ: O grupo História, Cultura e Arte Cemiterial na Baixada e Reentrâncias Maranhenses, por meio de estudos iconográficos e devocionais, analisam as artes, a fotografia, a literatura, a memória e a oralidade. Já o grupo História, Políticas Públicas e Poder Local na Baixada e Reentrâncias Maranhenses pensa e estuda as políticas públicas na perspectiva dos direitos, da gestão e da governança, considerando o importante papel da sociedade civil nos conselhos setoriais, nas organizações e nas associações comunitárias.

MARANHÃO OCIDENTAL OITOCENTISTA: ACERVOS, SOCIEDADE E HIERARQUIAS

Prof. Dr. Ítalo Domingos Santirocchi (UFMA)

Os objetivos é apresentar os seguintes projetos e seus resultados: 1) Ocupação, sociedade e hierarquias na baixada maranhense (séculos XVIII e XIX): uma análise a partir dos registros paroquiais, inventários e testamentos; 2) Sociedade e hierarquias na vila de Alcântara no século XIX; 3) Preservação, restauração e digitalização do acervo de documentos históricos sobre Alcântara do século XIX; 4) Políticas públicas na preservação do patrimônio documental de Alcântara: gestão, governança, história, memória e cultura

 

Mesa Redonda (6): 1968: cinco décadas do ano que não acabou

05/07/2018 – Auditório do IFMA

20:00 – 22:00 horas

O BRASIL DE 1968: RECONFIGURANDO AS RELAÇÕES ENTRE ESTADO E SOCIEDADE

Prof.ª Dr.ª Mônica Piccolo Almeida (UEMA)

A presente mesa redonda propõe discutir e analisar o cenário político brasileiro em 1968, destacando os parâmetros da relação entre Estado e Sociedade no Brasil, em meio à consolidação dos instrumentos discricionários pela Ditadura Empresarial-Militar.

ANTICOMUNISMO, JUVENTUDE E SUBVERSÃO EM 1968

Prof. Dr.  Antônio Maurício Freitas Brito (UFBA)

Tendo como fio condutor o depoimento de um militar sobre o Congresso da União Nacional dos Estudantes (1968), a exposição visa demonstrar algumas representações anticomunistas difundidas no Brasil sobre a contestação juvenil no “ano mágico”. Como as lutas estudantis eram percebidas? Quais eram os problemas considerados mais relevantes? Como a dimensão comportamental era interpretada? Quais linhas de força nutriam os “olhos de ver” dos anticomunistas? As interrogações são pretextos para uma agenda que investigue o anticomunismo elaborado sobre o jovem no tempo da ditadura.

TÍTULO:

Prof. Dr. Adroaldo José da Silva Almeida (IFMA)

 

Mesa Redonda (7): Literatura e Pesquisa Histórica

06/07/2018 – Auditório do IFMA

10:15-12:15 horas

LITERATURA E PESQUISA HISTÓRICA

Prof. Dr. José Henrique da Paula Borralho (UEMA)

História e literatura são campos e espaços distintos muito mais pelo desenvolvimento histórico que balizaram a especificidade de cada área do que essencialmente a pergunta inicial originadora de cada uma dessas respectivas formas de indagação do lógus. Ambas perscrutam a indagação do narratário estabelecendo patamares dísticos sobre a percepção do ser. Essa mesa tem por objetivo discutir a relação entre os campos, suas intercessões, interfaces, transposições e como a literatura utiliza, recorta, interage com as pesquisas históricas.

CAVALEIROS MEDIEVAIS ENTRE A HISTÓRIA E A LITERATURA: LANCELOT E GALAAZ

Prof.ª Dr.ª Adriana Zierer (UEMA)

Esta apresentação versa sobre o capítulo do mesmo nome do livro Letras e Veredas da História (Café & Lápis/EDUFMA, 2018), organizado pelos docentes Régia Agostinho e Marcus Baccega. O centro da análise é o uso da obra literária A Demanda do Santo Graal como fonte para os estudos de História. A Demanda apresenta o modelo do cavaleiro cristão, puro e sem pecados, Galaaz versus o ideal do cavaleiro cortês, representado por Lancelot. Entendemos estas representações segundo as ideias de N. Elias através das quais se pretendia “civilizar” a agressividade da nobreza neste período.

AMÉRICA FEMININA: A LIBERDADE EM  HILDA HILST (BRASIL) E GIOCONDA BELLI  (NICARÁGUA)

Prof.ª Dr.ª Fernanda Rodrigues Galve (UFMA)

No transbordamento do desejo, da liberdade e da memória nas palavras poéticas de Hilda Hilst e Gioconda Belli apreendemos provocações referentes a vida. Uma revolução proposta pela experiência de ler uma América feminina permeadas por ditaduras. Em territórios de dúvidas, busca de identidades e de tensões políticas, ambas autoras dialogam e resistem ao tradicional.